Assim percebo que sou, não outra coisa
Se não barco ancorado, no mesmo lugar
No mesmo porto
A espera do que não se sabe
Do que não se tem
A espera
Mas me vale tudo isso
E encho-me de uma esperança
E preciso encher-me, de tal forma
De tal jeito, que já não sei
Estendido na imensidão do mar
Esperando cada onda, cada maré
Cada temperatura
Meu mar, meu mar!
Já e teu meu barco
Minhas viagens são para ti
Escorro-me tão somente
Pelas suas velas
E são elas que me conduzem
Por onde me guio
Por onde vou.
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