Primitivo I
É como se eu estivesse em um labirinto.
Que mesmo com os estímulos mais óbvios para sair eu não encontrasse forças para tentar.
Eu fico tentando, de tantas formas que parece que sou uma crianças sem rumo.
Tento ver em outras faces o que vi na sua.
Tento ver em outros lábios o que vi no seu.
Tento sentir em outros corpos o que senti no seu.
Mas sempre acabo dominado pelo pensamento de estar perto de você mais uma vez.
Às vezes conforto-me por ser amigo. Outras vezes me incomoda não ser teu amante.
Que delicia que colocou na minha boca e mente que não consigo esquecer?
Que perfume colocou em seu corpo que penetrou minha alma?
Minhas virtudes se perdem, meus laços se desatam, meu caminho se desvia.
As nuvens dos meus sonhos, só falam de você.
E meu coração perturba-se só no pensar em ti.
Mas já não posso mais fazer nada a não ser esperar que recebe um pouco de afeto de tuas mãos.
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