quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A dança do sol

Ela continua a dançar

A mais bela entre todas que já vi
É a dança do sol, a dança da beleza
Onda a mulher brilha em toda sua plenitude
De cor morena de cabelos longos
Transborda os seus pés de uma
Dança que embriaga qualquer ser

Ela continua a dançar!
Dança dentro dos corações,
Dança em nossas almas
A deusa de meus amores
Dança, dança sobre mim
Eu sou o teu sol, o teu sonho
O teu caminho
Vem oh dama perfeita,
Dança assim como o sol te ensinou
Dança com Luz
Enquanto danças , desejo
Os teus lábio, desejo teu olhar
E me fazes estar mais apaixonado
Dance oh Rainha de pés alado

Sabes que o vento de observa
O sol te acompanha e o mar reflete
Tua poderosa e grandiosa beleza
Dance eternamente e todo seu
Serei mais feliz.

A menina do jardim

Encontro-me no meu mundo
Não divido espaços
Compartilho

Sigo nas asas das borboletas
E a leveza dos meus pés
Comparam-se as suas cores

Meu jardim e vasto
No horizonte que olho
Não vejo outra coisa senão o mesmo jardim

Banhado pelo sol
Pela luz que faz florescer
Que faz o verde ter ainda mais luz

Essa luz que cerca cada ser
Que irradia na minha pele o desejo pela vida
Que faz resplandecer o que estava escondido

O olhar, o coração é o que mais se pode achar
Essa terra que para tantos são raízes
Esse cheiro, esse toque e essa flor

Sou como um barro uma lama
Tudo me inspira

O vento que toma meus cabelos
Que leva a palavra e faz chegar no coração dos amados
Que traduz em força sua paixão
Que abraça sem pudor.
O vento do meu jardim.

Quando cai a noite
Essa que me abraça
Essa que prepara a noiva eterna
Rendo-me então ao fogo

Um ponto luminoso. Brasa
Mais uma vez rendida a uma força
Mais uma vez rendida a uma experiência

Todos os dias são novos.
Todos os dias estou no meu jardim

E ele está para mim.
Casa, labirinto jardim.
Esse é o meu jardim
Onde as flores, celebram a vida com danças harmoniosas.

É a minha conexão com aquilo que é divino e majestoso
A liberdade de tocar na criação, no criador eu criatura
Comungando a minha vida

O meu mel que escorre pela minha boca
Meu devaneio constante
Chuva caída, que molha a pétala

A pétala que bebe e dá a natureza
O pólen e o néctar
O néctar que faz da abelha um ser maravilhoso, de alimento tão puro.

Jardim das delicias
Fabrica dos meus sonhos
Caminhos dos meus pés que correm

Liberdade.
Liberdade.

Amor de calamos

Primitivo I

É como se eu estivesse em um labirinto.
Que mesmo com os estímulos mais óbvios para sair eu não encontrasse forças para tentar.
Eu fico tentando, de tantas formas que parece que sou uma crianças sem rumo.

Tento ver em outras faces o que vi na sua.
Tento ver em outros lábios o que vi no seu.
Tento sentir em outros corpos o que senti no seu.

Mas sempre acabo dominado pelo pensamento de estar perto de você mais uma vez.
Às vezes conforto-me por ser amigo. Outras vezes me incomoda não ser teu amante.

Que delicia que colocou na minha boca e mente que não consigo esquecer?
Que perfume colocou em seu corpo que penetrou minha alma?

Minhas virtudes se perdem, meus laços se desatam, meu caminho se desvia.
As nuvens dos meus sonhos, só falam de você.

E meu coração perturba-se só no pensar em ti.
Mas já não posso mais fazer nada a não ser esperar que recebe um pouco de afeto de tuas mãos.

Movimento

Era tarde!
Movia-me rumo ao meu destino antigo
As minhas coisas e meu outro mundo
Estava ali, regado pelas minhas lágrimas

Eu de volta ao ventre
O ventre para mim a casa
Agora eu. Ser dividido.

Minha massa interior agora se duplicava
Eu ligado a garoa e o calor

Eu sem saber seu sou o que sou
Mas inserido na substancialidade
Concreta de dois mundos
Que agora são comuns
Enfim. Eu coração
Eu viajante.
Eu aqui e lá.
Eu no corpo e na alma.
Eu na canção e no controle remoto
Nas garrafas de água
Eu é todos os meus adjetivos
Eu e todas os meus mundos

Depois do inverno

Colhamos as flores,
depois do inverno
Olhemos as cores

Deixemos os aromas
tomarem conta
de nossas almas

Depois do inverno
nascem as amizades
E tudo se torna eterno!

Tudo que se ama
Tudo que se quer
Corramos pela praia, depois do inverno

Água aos nossos pés
Vento contra o nosso corpo
Deixemos à vida acontecer

Tudo de novo
Tudo com gosto

Nova

Quero novas ideias
Todos os dias e todas as horas
Quero o fluxo do meu sangue
correndo, urgente, infame
de forma que todas as formas
sejam grandiosamente fascinantes

Quero a luz das estrelas,
dos holofotes, da alma.
Quero minha inteligência
fundida nos corações
repercutindo nas mentes

Sou para as horas, os minutos
para os minutos os segundos.
Agora sou o que sou
na verdade, na carne
o começo da historia que interage

Com o passado, vive o presente
Sonha desejosamente o futuro
Sou agora, para quem está
Comigo agora

Sou outro, para quem não
me vê sem minhas mascaras e
sem minhas roupas velhas
sou livro, leitura, arte e fogo
sem rédias, sem postura
O infame da sociedade

Sou o que corta com as palavras
que sangra papéis e rasga ideias
Respiro muito, tenho muito a fazer.

Olhar

Há algumas coisas que ainda martelam na minha cabeça
Talvez porque ainda seja uma criança
Não cresci no meu tempo ou não aprendi a crescer

A vida parece sempre colocar-me em um labirinto
Eu sempre tento sair
Não sei quantas vezes consigo ser melhor

Ou pior, sei que sigo, mesmo sem me encontrar
Nunca meus pés estiveram no chão,
Não sou matéria

Sou o começo que se segue sem fim
Sou a descoberta das coisas
Dos cheiros, das cores, dos tempos, das almas

Perfuro corações, pois minha mente
Não comunga com as batidas do peito
Sou a alma para as almas
O próximo para o próximo

Pedras

Depois de todas as pedras!
Depois de todas os passos!
Depois!

Vi a beleza do nosso passado
Do lenço ao vento
Do beijo

Do beijo não beijado
Mas quem pode dizer que não?

Depois de todas as pedras!
Depois de todas os passos!
Depois!

Vi que nos encontramos
Na memória um do outro
No encanto

No encanto dos sentimentos
Que pairam no ar

Depois de todas as pedras!
Depois de todas os passos!
Depois!

Vi que desejávamos
A mesma beleza
O mesmo encantamento
Contido no lenço
No beijo
No sentimentos
Enfim nas pedras

Segundos

Meu próximo passo
É um segundo para a eternidade.
Vou como um deus,
Descobrir o que sou e como vou.
Na harmonia das coisa,
No pulsar do universo , no bater
Do coração, no passo
No próximo segundo

No segundo das coisas rápidas,
Dos necessário, descartáveis
Tangíveis e irrelevantes
No passo do passado aprendido
E no futuro desconhecido

No nascer e morrer da fagulha.
Segundos

No tropeçar, na mão amiga,
No labirinto de coisas sabidas
E tediantes. No término
Dos amores, na abertura dos novos,
Na juventude conquistada
E na maturidade presente

No nascer e morrer da onda
Segundos!

No ódio e amor
Que sentimos indesejadamente
No som da canção
Naquilo que não é mais
Do que era antes
Em um momento atrás

Tanto a aprender
Tanto a ensinar
Tanto segundos

Mais um momento
O próximo segundo
É a eternização

Memorável que me cerca,
Me pinta e me faz  ser arte
Sobre o tempo e os homens

Mais um segundo
Mais um passo
Chego, mas não paro

Vida

A gaivota no ar
A pessoa no chão
O pouso
O pulo
A ave
A alma
A liberdade no ar
A liberdade no chão
A vida

A vida!

Noites de Orfeu

Vou para as noites de Orfeu
Beberei e beberei
Até que minha alegria transborde
Até que meu corpo embriagado dance
E passe a noite, sobre outra noite
E a hora sobre outra hora

E todas as coisas que me são tão próximas
Atirarei a minha própria sorte
Para que aqueles que me amam
O façam intensamente
E os que me desprezam, me esqueçam
Como uma onda que se vai na praia

Vou rasgar as vestes que me agridem
Que me corrompem
Deixarei a minha verdadeira roupa a mostra
Estarei nu, para dançar a música de Orfeu
Para me deixar solto aos caprichos da canção

Vou olhar nos olhos ardentes
Daqueles que querem de mim
Que a festa seja festa
E que eu seja o palco
O cenário perfeito
A cortina escancarada
O riso despojado
Os pés saltitantes que se fincam na terra

Vou pegar a moça e o moço
Dançarei com eles, os farei dançar
Por que assim como eu, Orfeu
Que em noites de festa
Não para um só momento
E suas cordas, sua boca, sua mente.
Tudo canta na alma de Orfeu!

Mas a festa, ainda que boa
A noite ainda que lua
A moça ainda que tua
Queira repassar todos os cantos
E todos os contos, não poderá!

Praia Paulista

Praia Paulista.
Quente e dura, concreto puro, para paulistas passar.

Praia Paulista.
Que te encontro e te leio sobre a sombra da árvore

Praia Paulista.
Do novo, da paixão, do abandonar-se.

Praia Paulista
Passeio contigo, passeia comigo, me conduz.

Praia Paulista.
Me laça, me mostra o mundo que devo estar.

Praia Paulista.
Novembro sol, nos seus nonos dias.

Praia Paulista.
Do terceiro no novo século.

Praia Paulista.
Passeio, pássaros, pessoas e paixão.

Praia Paulista.
Paixão ardente, contemporânea e igual.

Praia Paulista.
Me encontro, te encontro, sempre.

Boca

Tua boca tem uma sensualidade tão grande
Que até confunde os meus sentidos
Só de pensar alimenta meus desejos
E me provoca
Pensar em ti como um todo
Como um corpo é como jogar-se
Em um precipício
Sem medidas, sem reservas

Chuva de outono

Chuva de outono
Quadro sem sentidos
Os nossos ruídos em contradição
Em cima da mesa copos e xícaras

Ao lado da porta, um porta- retrato
Escondendo um sorriso de um coração
A procura do amor
Apelos e olhares, que não querem mais se olhar

A dança tão fora do ritmo
Te chamo pra dançar
Olhei para o mundo
Descobri um universo

Mas quando entrei em casa
Tudo parou de girar

Saudade

Estava só, e pensei em você
Senti dentro de mim uma
Vontade de te ver e te sentir

Não era mais como as outras vezes
Havia ardor neste sentimento
Queimou-me o interior

Vi abater sobre mim o desespero
Da procura
Me entristeceu, saber que somente
Poderia te escutar

Foi um sentimento forte,
Senti sabor, ternura, desejo
Senti-me não mais como um ser único,

Senti que era dependente
Desse sentimento.
Que descubro a cada dia mais

Meu Mar

Assim percebo que sou, não outra coisa
Se não barco ancorado, no mesmo lugar
No mesmo porto
A espera do que não se sabe
Do que não se tem

A espera
Mas me vale tudo isso
E encho-me de uma esperança
E preciso encher-me, de tal forma
De tal jeito, que já não sei

Estendido na imensidão do mar
Esperando cada onda, cada maré
Cada temperatura

Meu mar, meu mar!
Já e teu meu barco
Minhas viagens são para ti

Escorro-me tão somente
Pelas suas velas
E são elas que me conduzem

Por onde me guio
Por onde vou.

A reza

Se eu rezar Ave Maria
Toda tarde, todo dia
Hei de logo ir para o céuMas rezo sempre e
Todo dia, pra ganhar
Meu próprio céu
Nem altura, nem azul
Mas foi Deus que modelou
Peço a ele na minha reza
Cuide bem do meu amor

Se eu não rezo um santo dia
Santa dor, queima meu coração
A prece é minha alegria
de amar sem ter razão

Meu joelho dói um pouco
Para mim esta tudo bem
Se a prece do dia-a-dia
Todo dia traz meu bem

Pra este céu que tanto rezo
Não penso em logo ir.
Quero antes nesta terra de
Meu céu usufruir

Tanto rezo que nem quero
Nesta vida outro bem
Só te peço que me valha
O amor que me convém

Ah se a mãe do céu me ouve
Serei grato em canções
E com flautas, violas e harpas
Darei tom a esse som

Diminuo a minha prece
Para outro rezar também

E se o céu assim conhece
Lhe dará um amor tambémPeço aos anjos que mensure
Toda minha dedicação
E que guarde com carinho
Quem carrego em meu coração.

A Rosa Japonesa

Deslumbrei aquela rosa.
Não era uma qualquer
Havia nela mais beleza
Do que em todas as outras

Branca e cristalizada
Era mais do que uma rosa
Era um momento único
Com momentos que serão eternizados

Ao se abrir, contemplava-se em
Seu interior pedras cheias
De energias

A mais roxa entre todas é a
Que suga o que há de negativo.

Uns quase rosados sussurram nobres
Contos de amores e paixões

A maior de todas é a força o
Sucesso e a superação dos desafios

A menor de todas aponta para cima
Declara que os sonhos
Podem se tornar cada vez mais
Reais quando seguimos o alto

E a ultima pedra quase branca
Mas com linha rosadas, fala do
Equilíbrio psicológico, físico, espiritual
E profissional

É por sinal a pedra da conquista .
Uma única rosa declara um grande poema.

Haverá tempo para nós?

Haverá tempo para nós?
Haverá tempo para nos ouvirmos, nos sentirmos
Como da primeira vez?

E haverá outros tempos (tempos)
Haverá um outro coração vivo
Enquanto eu estarei na minha lapide.
Debruçado.  Esperando ser coroado
Com que o vento me preparou

Conduzido ao aoamor
Estarei do seu lado outra vez
Sua órbita alcançar
Sua lógica a me matar

E tentar de novo repetir

O tempo

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cidade Eterna

Amanhã haverá um Sol,
este Sol está próximo de nós,
mas ainda ira nos aquecer
de modo que sentiremos a sua força,
esse Sol não deixará de brilhar.

Será sempre o nosso Sol a nossa Luz.
Aí descansaremos e veremos,
veremos e amaremos,
amaremos e louvaremos.

Eis a essência do fim sem fim.
E que fim mais nosso que chegar
ao reino que não terá fim?

Onde a mais simples brisa sentida,
pode se transformar um uma declaração de amor
e até mesmo um raio de sol transforma-se
em um foco incandescente da ternura e da
prosperidade de sentimentos enaltecidos
pelos seres humanos.

Quando chegar a noite
sentirei novamente uma brisa perfumada
que desce do céu, terei meus pés cingidos de óleo
e pisarei em caminhos que me levam ao encontro do que não tem fim,
ali compartilharei poemas do sentimento reluzente,
comerei e beberei.

Cantaremos com palmas e festa
quando ouvirmos os passos daquele que vem ao nosso encontro.